terça-feira, maio 06, 2014

A RECEITA SOCIALISTA : PÔR OS OUTROS A PAGAR POR NÓS

Ou seja, Tózero quer que os restantes países europeus - ele não esclarece quais, mas presume-se que sejam os da zona euro - assumam o pagamento de parte da dívida portuguesa.

Ou seja, Tózero acha que a Europa é que tem o problema e não nós. E a Europa vai criar um Fundo de Redenção - no nosso caso, de redenção pelos pecados orçamentais socialistas - para pagar parte da dívida  pública  portuguesa. 
Como vimos do tempo da Troika, pare emprestar dinheiro a Portugal, cobrando juros, já foi a confusão que foi. Basta lembrarmos as reacções da Finlandia e da Holanda.  E estes países, no caso português, não estavam a dar nada. Estavam apenas a emprestar dinheiro a troco de um juro, aliás, pouco barato.
Agora, a grande proposta do Tózero é fazer com que estes países aceitem que  os respectivos contribuintes paguem  mais impostos para  sustentar  as rotundas e as auto-estradas portuguesas.

Tózero reconhece que a sua intenção - a sua mera intenção - é difícil de alcançar porque existe uma maioria contra. Obviamente! E não será apenas a maioria política dos restantes países europeus  que está contra. A maioria esmagadora dos cidadãos desses países será sempre contra estas atitudes de caridade para com os países do sul. Na Alemanha, adivinha-se que os únicos a favor dum esquema financeiro deste tipo serão aqueles que vivem exclusivamente da Segurança Social. Porque para esses é igual ao litro. É como por cá.  Em qualquer parte do mundo, os mais generosos com perdões de dívida são exatamente aqueles que estão a perdoar com o dinheiro dos outros. Com o dinheiro deles, já seria diferente. 

Tózero confessa que não está no plano da realidade, conforme ela é,  dura e crua.  Ele proclama que ainda vai transformar a realidade e só depois é que vai tratar do problema. Podemos esperar sentados, portanto.

Mas  só no fim desta notícia é que se percebe  na sua plenitude a montagem jornalística. O Schulz é candidato à Presidencia do Parlamento Europeu. Os socialistas portugueses dão-lhe o voto e o Schulz, consciente ou inconsciente disso,  tem que fingir que concorda com as parvoíces que o Tózero diga enquanto andarem juntos. É que os socialistas alemães  estão  na coligação governamental  alemã. E não consta que o Governo alemão alinhe numa coisa destas. Por isso, o Schulz pode  deixar constar  estas coisas em sede de Eleições Europeias, porque o Parlamento Europeu não serve para aprovar uma medida destas nem coisa que o valha. Ademais, se lermos a notícia com atenção, o Schulz nem sequer diz coisa alguma. O Tòzero é que diz  que o Schulz está de acordo e  o   Sargento Tedesco - como uma vez Berlusconi lhe chamou -  aparece depois a sorrir para a fotografia.
Pelo seu lado,  Schulz não fala em mutualização da dívida, não fala em Eurobonds, não fala  em Fundo de Redenção, não fala em reestruturação da dívida, não fala em coisa alguma.  Aceita apenas  fazer umas fotografias ao lado dos socialistas portugueses, só para  pagar o  voto dos socialistas portugueses na sua elkeição pessoal.
O que o programa dos socialistas  europeus diz a propósito da mutualização da dívida já consta há muito tempo e vale tanto como  a parte em que defendem a apropriação colectiva dos meios de produção. Não passam de chavões ideológicos sem qualquer ligação com a realidade. Aliás, o Hollande francês é dessa época, mas como entretanto chegou ao poder já pensa de maneira diferente.

Enfim e para concluir, o grande programa socialista para levar Portugal à senda do progresso económico  baseia-se no perdão parcial da dívida, que  nenhum governo europeu, ainda menos o alemão,  disse que  aceitaria.

Tudo espremido, os socialistas nada  têm para dar. Se o Tózero, ao menos,  aparecesse a dizer estas coisas ao lado da Merkel...

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sexta-feira, outubro 12, 2012

RECEBIDO POR E-MAIL

A INSUSTENTABILIDADE DA SEGURANÇA SOCIAL

A Segurança Social nasceu da Fusão (Nacionalização) de praticamente todas as Caixas de Previdência existentes, feita pelos Governos Comunistas e Socialistas, depois do 25 de Abril de 1974.

As Contribuições que entravam nessas Caixas eram das Empresas Privadas (23,75%) e dos seus Empregados (11%).

O Estado nunca lá pôs 1 centavo.

Nacionalizando aquilo que aos Privados pertencia, o Estado apropriou-se do que não era seu.

Com o muito, mas muito dinheiro que lá existia, o Estado passou a ser "mãos largas"!

Começou por atribuir Pensões a todos os Não Contributivos (Domésticas, Agrícolas e Pescadores).

Ao longo do tempo foi distribuindo Subsídios para tudo e para todos.

Como se tal não bastasse, o 1º Governo de Guterres(1995/99) criou ainda outro subsídio (Rendimento Mínimo Garantido), em 1997, hoje chamado RSI.

E tudo isto, apenas e só, à custa dos Fundos existentes nas ex-Caixas de Previdência dos Privados.

Os Governos não criaram Rubricas específicas nos Orçamentos de Estado, para contemplar estas necessidades.

Optaram isso sim, pelo "assalto" àqueles Fundos.

Cabe aqui recordar que os Governos do Prof. Salazar, também a esses Fundos várias vezes recorreram.

Só que de outra forma: pedia emprestado e sempre pagou. É a diferença entre o ditador e os democratas?

Em 1996/97 o 1º Governo Guterres nomeou uma Comissão, com vários especialistas, entre os quais os Profs. Correia de Campos e Boaventura de Sousa Santos, que em 1998, publicam o "Livro Branco da Segurança Social".

Uma das conclusões, que para este efeito importa salientar, diz respeito ao Montante que o Estado já devia à Segurança Social, ex-Caixas de Previdência, dos Privados, pelos "saques" que foi fazendo desde 1975.

Pois, esse montante apurado até 31 de Dezembro de 1996 era já de 7.300 Milhões de Contos, na moeda de hoje, cerca de 36.500 Milhões ?.

De 1996 até hoje, os Governos continuaram a "sacar" e a dar benesses, a quem nunca para lá tinha contribuído, e tudo à custa dos Privados.

Faltará criar agora outra Comissão para elaborar o "Livro NEGRO da Segurança Social", para, de entre outras rubricas, se apurar também o montante actualizado, depois dos "saques" que continuaram de 1997 até hoje.

Há quem fale num montante,  incluindo juros nunca pagos pelo Estado, rondando os 70.000 Milhões ?!...


Ou seja, pouco menos, do que o Empréstimo da Troika!...

(...)

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quarta-feira, agosto 08, 2012

O RONCO DO ALQUEVA



Em traços gerais, o Estado entrava com quase 28 milhões de incentivos e a CGDepósitos financiava por empréstimo quase mil milhões. Exactamente, mil milhões. O empresário "privado" entrava com ...enfim, entrava com ele.
Para criar 200 postos de trabalho directos e mais 300 postos indirectos. Com mil milhões do Estado.
Mas a  nova Administração da Caixa já não está para financiar os projectos megalómanos do anterior governo e o carmo e a trindade estão a cair com o Zorrinho do PS a vociferar. Se calhar porque lhe tinham prometido um lugar na administração dessa futura empresa "privada".
O empresário já recebeu mais de 7 milhões e porque não tem capital nem para lançar a décima parte do projecto por sua conta e risco, apresentou-se à falência para que o Estado se agarre ao tota se tentar   reaver os seus mais de 7 milhões que  adiantou.
Em contas simples, 500 postos de trabalho iam captivar mil milhões de euros de investimento do Banco do Estado, à razão de 2 milhões de euros de investimento por cada posto de trabalho. Até fiz as contas 3 vezes para ter a certeza. Mas é mesmo 2 milhões de euros por cada posto de trabalho.
A grande crítica que faz hoje  as primeiras páginas noticiosas informa-nos que o actual governo é um bandido por não estar a executar os projectos megalómanos do anterior governo que perdeu as eleições exactamente porque os eleitores não queriam mais projectos megalómanos daqueles com dinheiro que já ninguém emprestava ao País
O  Partido Socialista, a Câmara de Reguengos e o empresário "privado" que vão dar banho ao cão. No Alqueva.

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