sexta-feira, fevereiro 20, 2015

AS COINCIDENCIAS DE SÓCRATES SEGUNDO SARAIVA

(Foto obtida em 2008 quando visitei esta obra prima da azulejuaria construída sob projecto assinado por Sócrates)

Transcrito integralmente daqui.
"Há pessoas que têm o terrível azar de serem constantemente vítimas de coincidências. Acontecem-lhes coisas na vida que, apesar de acidentais, acabam por lançar sobre elas suspeitas infundadas. O engenheiro José Sócrates é uma dessas pessoas.
Começa logo com o seu título de engenheiro. Por infeliz coincidência, um professor que lhe deu passagem em várias cadeiras do curso de engenharia na Universidade Independente, de nome António José Morais, era seu amigo, tendo ambos participado no polémico processo do aterro da Cova da Beira (em que Morais foi arguido). Se não fosse essa amizade com um dos professores mais influentes, não haveria tantas suspeitas à volta da sua licenciatura. É certo que ainda se deu neste caso outra coincidência chata, que ofereceu argumentos aos seus inimigos: o facto de o diploma ter sido passado a um domingo. Mas isso...
Os mamarrachos da Covilhã que Sócrates assinou constituem outro caso pleno de coincidências. Não está em causa a péssima qualidade arquitectónica dos edifícios, alguns assustadores, até porque Sócrates subscreveu-os mas não foi o seu autor. Como técnico da Câmara, não podia assinar projectos para o seu concelho - pelo que assinava-os para outro. Dava-se, entretanto, a azarada coincidência de um técnico desse outro concelho assinar projectos para a Câmara onde Sócrates trabalhava, sugerindo uma (obviamente inexistente) troca de favores. 
Para pôr a sua assinatura nos ditos projectos, também era natural que Sócrates recebesse algum dinheiro, tal como os médicos que passam atestados se fazem pagar. Mas quem poderia provar que esses dinheiritos tivessem alguma relação com a assinatura dos projectos? Quem de boa-fé poderia afastar a hipótese de se tratar, apenas, de uma desagradável coincidência? 
No Freeport, José Sócrates também só foi suspeito em virtude de uma sucessão de acasos. Doutro modo, ninguém se lembraria de lhe apontar o dedo.
Um deles foi a aprovação do outlet ter ocorrido nos derradeiros dias de vigência do Governo, quando este já estava em gestão. Outra coincidência aborrecida foi o aparecimento de um tio de Sócrates no caso, sabe-se lá porquê. E, já agora, haver um vídeo onde se falava de luvas para um ministro, que por coincidência era depois referido textualmente na gravação como “Sócrates”. E de o montante dessas luvas, ainda segundo o vídeo, ter sido estipulado (num encontro num hotel) por um indivíduo que, por outra irritante coincidência, disse ser primo de Sócrates. Enfim, uma chatice!
A tentativa de compra da TVI pela PT, exactamente quando Sócrates andava a querer afastar Manuela Moura Guedes daquela estação televisiva, foi também um acaso bem aborrecido. Tal como a ida a Espanha, para fechar o negócio, de um quadro da PT chamado Rui Pedro Soares, que mais tarde apareceria ligado a uns negócios onde surgia associado o nome de Sócrates. 
E que dizer da diligência feita pelo BCP para fechar o SOL, no período em que este investigava os casos Freeport e Face Oculta? E logo por coincidência quem coordenou a operação pelo lado do BCP foi - imagine-se - Armando Vara, vice-presidente daquele banco e velho amigo de Sócrates. 
Outro negócio dessa época cheia de acasos fantásticos foi a venda, pela Portugal Telecom, da rede Vivo, que tinha um enorme valor, e a compra da Oi, que não valia nada. Este negócio teve como padrinho, por infelicidade, José Sócrates - e quem parece ter gostado bastante dele foi o seu amigo Lula, que, por coincidência, apresentaria anos depois em Lisboa o livro de Sócrates sobre a tortura. Outro efeito da venda da Vivo foi ter proporcionado a mais um amigo de Sócrates, Ricardo Salgado, uma autêntica fortuna, numa altura em que, por coincidência, o Grupo Espírito Santo estava a precisar loucamente de dinheiro. 
E que dizer da incrível coincidência de Sócrates ter tomado um pequeno-almoço com Luís Figo, no Altis-Belém, nas vésperas das legislativas de 2009, no mesmo dia em que Luís Figo assinou um importante contrato com entidades públicas, que permitiu à sua fundação receber umas centenas de milhares de euros? 
Foi também por acaso, como é óbvio, que a Octapharma, um laboratório que mantinha relações com o Estado português, contratou Sócrates depois de este sair do Governo.
Mas coincidência ainda maior, reconheça-se, foi o facto de o seu amigo Carlos Santos Silva ter estreitas ligações ao Grupo Lena - grupo que ganhara muitos concursos públicos no tempo em que Sócrates era primeiro-ministro. A propósito destas ligações, deram-se outros curiosos acasos, como Sócrates ter ido aos Estados Unidos na precisa altura em que lá foi o vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, e - pasme-se - uma delegação do Grupo Lena. E, por coincidência, encontraram-se todos no consulado de Angola em Nova Iorque! 
Continuando a falar de acasos desagradáveis, não foi nada bom existir uma conta bancária em nome de Carlos Santos Silva que, por coincidência, só servia para pagar as despesas de Sócrates - fossem as relativas à sua vida corrente, fossem despesas maiores, como a compra de apartamentos ou propriedades (também, por coincidência, onde a família de Sócrates aparecia envolvida).
E como classificar a chatíssima coincidência de Carlos Santos Silva emprestar dinheiro a Sócrates sempre através de envelopes com dinheiro e nunca por transferência bancária, apesar das elevadas quantias envolvidas?
Infelicíssima coincidência foi ainda Carlos Santos Silva ter tentado criar um fundo imobiliário só com casas que se supunha serem de José Sócrates. E neste assunto ainda se verificou outro facto bizarro: Carlos Santos Silva não ter jeito nenhum para a decoração e pedir a Sócrates e à ex-mulher deste, Sofia Fava, que escolhessem diversos acabamentos para o seu andar em Paris. Andar no qual, por coincidência, Sócrates vivera uns tempos. 
Mas os azares não se ficaram por aqui.
Nas vésperas de embarcar para Paris, quando já sabia estar na iminência de ser preso, Sócrates almoçou, por coincidência, com o ex-procurador-geral da República, Pinto Monteiro. 
E depois, quando Sócrates já estava em Paris e soube que Carlos Santos Silva e o seu motorista João Perna tinham sido detidos, deu-se outro espantoso acaso: uma empregada de limpeza retirou o computador do seu apartamento e levou-o para outro. É difícil acreditar como coincidências destas acontecem. Mas acontecem!
A maior de todas ocorreu, porém, quando Sócrates, ainda primeiro-ministro, fez uma lei para facilitar o regresso de capitais ao país pagando um mínimo de imposto - lei de que ele próprio, perdão, o seu amigo Carlos Santos Silva, viria a beneficiar para trazer 20 milhões para Portugal! Esta foi mesmo uma coincidência… das Arábias!

Foram todas estas coincidências - e mais algumas que se venham a descobrir - que, agitadas por espíritos malévolos, perversos e doentios, lançaram infundadas suspeitas sobre o engenheiro José Sócrates, infernizando-lhe a vida. 
A verdade, contudo, há-de vir ao de cima. E os algozes do ex-primeiro-ministro pagarão por isso - como justamente tem ameaçado o Dr. Mário Soares." 

quarta-feira, abril 01, 2009

A GRAVAÇÃO

Alan Perkins: O que desencadeou a acção da polícia? A queixa era sobre corrupção...
Charles Smith: O primeiro-ministro, o ministro do Ambiente é corrupto.
Alan Perkins: Quando tudo estava a ser construído qual era a posição dele?
Charles Smith: Este tipo, Sócrates, no final de Fevereiro, Março de 2002, estava no Governo. Era ministro do Ambiente. Ele é o tipo que aprovou este projecto. Ele aprovou na última semana do mandato, dos quatro anos. Em primeiro lugar, foi suspeito que ele o tenha aprovado no último dia do cargo... E não foi por dinheiro na altura, entende?Isto foi mesmo ser estúpido...
Alan Perkins: Quando foram feitos os pagamentos? Como estava em posição de receber pagamentos se aprovou o projecto no último dia do cargo?
Charles Smith: Foram feitos depois. Ele pediu dinheiro a dada altura, mas não...
Charles Smith: João, foi aprovado e os pagamentos foram posteriormente?
João Cabral: Certamente... Houve um acordo em Janeiro. Eles tinham um acordo com o homem do Sócrates, penso que é em Janeiro.
Charles Smith: Sean (Collidge) reuniu-se com o tipo. Sean reuniu-se com funcionários dele, percebe? Sean e Gary (Russel) reuniram-se com eles.
Alan Perkins: Houve um acordo para pagar?
Charles Smith: Para pagar uma contribuição para o partido deles…..
Charles Smith: Nós fomos o correio. Apenas recebemos o dinheiro deles. Demos o dinheiro a um primo... a um homem...
Esta é parte de gravação que passou na TVI e que anda disseminada pela blogosfera.
Nesta como noutras situações análogas - de que os célebres 50 mil contos do aeroporto de Macau são o melhor exemplo - as empresas pagaram luvas, subornos, o que quer que seja. Mas não foi para benefício concreto do político interveniente. Foi para o partido respectivo. Para subsidiar as campanhas eleitorais. Esta é a minha crença, alicerçada em vestígios, inquéritos, processos que chegam ou não a julgamento ao longo destes anos todos de regime democrático e transparente. Nas autarquias acontecia o mesmo. Os promotores imobiliários tinham que subsidiar as campanhas, para os projectos serem aprovados. Houve casos, como o da Amadora, em que um promotor tinha que subsidiar as campanhas eleitorais dos 4 partidos mais representativos, para garantir a aprovação do projecto (este sistema como se compreende era, de longe, o mais democrático). E quando o dinheiro era muito, até se sustentava o clube de futebol lá do sítio. Porque julgam que clubes como o Felgueiras, o Portimonense e outros andaram pela Primeira Divisão ?É por isso que os políticos reclamam sempre inocência: é que eles sentem-se inocentes, pois não abicharam dinheiro. Mais, eles sentem que cumpriram o dever para com o partido respectivo. Faz parte da função partidária, quando se chega ao poder, criar dificuldades para vender facilidades. É por isso que no caso de Macau, os corruptores foram condenados e o corrompido foi absolvido. É que Melancia não recebeu o dinheiro para si. Foi para o partido.
Os únicos que do ponto de vista pesoal se orientaram, e muito, com este dinheiro sem rosto, sem rasto e sem odor, foram os cobradores. Aqueles funcionários dos partidos que fazem a volta a recolher as notas para depositar em contas bancárias dissimuladas. Cada partido tem um gajo destes que é intocável, pois se o incomodam e se ele põe a boca no trombone...
No Dia das Mentiras, entendi por bem lembrar a mentira em que assenta a III República.

sexta-feira, outubro 03, 2008

COZINHEIRO

" Supremo Tribunal de Justiça dá razão a hotel que cessou contrato de cozinheiro com HIV" - in Diário Digital

«O juiz do Tribunal de Trabalho de Lisboa, após a realização do julgamento, com gravação da prova, fixou os factos provados» e que no facto provado número 22 pode ler-se: «O vírus HIV pode ser transmitido nos casos de haver derrame de sangue, saliva, suor ou lágrimas sobre alimentos servidos em cru ou consumidos por quem tenha na boca uma ferida na mucosa de qualquer espécie».

Toda a gente sabe que alguém que sofra de tuberculose não pode manipular alimentos que sejam servidos a terceiros. Mas a comunidade gay acha que essa óbvia regra não se aplica a portadores de HIV. É por seram tão cretinos em questões óbvias que criam anti-corpos na sociedade em situações que poderiam ser muito mais pacíficas e toleradas. Este é mais um exemplo do sentir radical da comunidade gay, ao nível de qualquer comportamento imaturo e adolescente. Enquanto as Organizações de Gays Portugueses não crescerem emocionalmente...

sexta-feira, setembro 04, 2015

NELSON OLIVEIRA - OLÉ !

 Nélson Oliveira vence 13ª etapa da Volta a Espanha

 

Só vi os últimos 50 Km da Etapa ao final da tarde na gravação. Mesmo assim emocionei-me.  A transmissão da TVI24 tem tanto de enfadonha com o comentador, como tem de arrebatador com o narrador.

segunda-feira, outubro 31, 2011

MOONSPELL AO VIVO



Uma das poucas gravações ao vivo que existem do Fullmoon Madness. Podem saltar os primeiros 1:30 minutos da gravação.

Logo à noite, na Incrível Almadense, a melhor banda de todos os tempos do metal português. É um privilégio assistir ao vivo aos concertos que em breve serão vídeos de culto.