quarta-feira, Abril 23, 2014

A BANCARROTA ACABOU ?

terça-feira, Abril 22, 2014

A MAIOR VERGONHA DESDE ALCÁCER QUIBIR

«Se alguém quisesse acusar os portugueses de cobardes, destituídos de dignidade ou de qualquer forma de brio, de inconscientes e de rufias, encontraria um bom argumento nos acontecimentos desencadeados pelo 25 de Abril. Na perspectiva de então havia dois problemas principais a resolver com urgência. Eram eles a descolonização e a liquidação do antigo regime. Quanto à descolonização havia trunfos para a realizar em boa ordem e com a vantagem para ambas as partes: o Exército Português não fora batido em campo de batalha; não havia ódio generalizado das populações nativas contra os colonos; os chefes dos movimentos de guerrilha eram em grande parte homens de cultura portuguesa; havia uma doutrina, a exposta no livro Portugal e o Futuro do general Spínola, que tivera a aceitação nacional e poderia servir de ponto de partida para uma base maleável de negociações. As possibilidades eram ou um acordo entre as duas partes, ou, no caso de este não se concretizar, uma retirada em boa ordem, isto é, escalonada e honrosa. Todavia, o acordo não se realizou e retirada não houve mas sim uma debandada em pânico, um salve-se-quem-puder. Os militares portugueses, sem nenhum motivo para isso, fugiram como pardais, largando armas e calçado, abandonando os portugueses e africanos que confiavam neles. Foi a maior vergonha de que há memória desde Alcácer Quibir. Pelo que agora se conhece, este comportamento inesquecível e inqualificável deve-se a duas causas:

Uma foi que o PCP, infiltrado no Exército, não estava interessado num acordo nem numa retirada em ordem, mas num colapso imediato que fizesse cair esta parte da África na zona soviética. O essencial era não dar tempo de resposta às potências ocidentais. De facto, o que aconteceu nas antigas colónias portuguesas insere-se na estratégia africana da URSS, como os acontecimentos subsequentes vieram mostrar;
Outra causa foi a desintegração da hierarquia militar a que a insurreição dos capitães deu início e que o MFA explorou ao máximo, quer por cálculo partidário, quer por demagogia, para recrutar adeptos no interior das Forças Armadas. Era natural que os capitães quisessem voltar depressa para casa. Os agentes do MFA exploraram e deram cobertura ideológica a esse instinto das tripas, justificaram honrosamente a cobardia que se lhe seguiu.
Um bando de lebres espantadas recebeu o nome respeitável de «revolucionários». E nisso foram ajudados por homens políticos altamente responsáveis, que lançaram palavras de ordem de capitulação e desmobilização num momento em que era indispensável manter a coesão e o moral do Exército para que a retirada em ordem ou o acordo fossem possíveis. A operação militar mais difícil é a retirada; exige em grau elevadíssimo o moral da tropa. Neste caso a tropa foi atraiçoada pelo seu próprio comando e por um certo número de políticos inconscientes ou fanáticos e em qualquer caso destituídos de sentimento nacional. Não é ao soldadinho que se deve imputar esta fuga vergonhosa, mas aos que desorganizaram conscientemente a cadeia de comando, aos que lançaram palavras de ordem que nas circunstâncias do momento eram puramente criminosas. Isto quanto à descolonização, que na realidade não houve. O outro problema era o da liquidação do regime deposto. Os políticos aceitaram e aplaudiram a insurreição dos capitães, que vinha derrubar um governo que, segundo eles, era um pântano de corrupção e que se mantinha graças ao terror policial: impunha-se, portanto, fazer o seu julgamento, determinar as responsabilidades, discriminar entre o são e o podre, para que a nação pudesse começar uma vida nova. Julgamento dentro das normas justas, segundo um critério rigoroso e valores definidos. Quanto aos escândalos da corrupção, de que tanto se falava, o julgamento simplesmente não foi feito. O povo português ficou sem saber se as acusações que se faziam nos comícios e nos jornais correspondiam a factos ou eram simplesmente atoardas. O princípio da corrupção não foi responsavelmente denunciado, nem na consciência pública se instituiu o seu repúdio. Não admira por isso que alguns homens políticos se sentissem encorajados a seguir pelo mesmo caminho, como se a corrupção impune tivesse tido a consagração oficial. Em qualquer caso já hoje não é possível fazer a condenação dos escândalos do antigo regime, porque outras talvez piores os vieram desculpar. Quanto ao terror policial, estabeleceu-se uma confusão total. Durante longos meses esperou-se uma lei que permitisse levar a tribunal a PIDE-DGS. Ela chegou, enfim, quando uma parte dos eventuais acusados tinha desaparecido e estabelecia um número surpreendentemente longo de atenuantes, que se aplicavam praticamente a todos os casos. A maior parte dos julgados saiu em liberdade. O público não chegou a saber, claramente, as responsabilidades que cabiam a cada um. Nem os acusadores ficaram livres da suspeita de conluio com os acusados, antes e depois do 25 de Abril. Havia, também, um malefício imputado ao antigo regime, que era o dos crimes de guerra, cometidos nas operações militares do Ultramar. Sobre isto lançou-se um véu de esquecimento. As Forças Armadas Portuguesas foram alvo de suspeitas que ninguém quis esclarecer e que, por isso, se transformaram em pensamentos recalcados. Em resumo, não se fez a liquidação do antigo regíme, como não se fez a descolonização. Uns homens substituíram outros, quando os homens não substituíram os mesmos; a um regime monopartidário substituiu-se um regímen pluripartidário. Mas não se estabeleceu uma fronteira entre o passado e o presente. Os nossos homens públicos contentaram-se com uma figura de retórica: «a longa noite fascista». Com estes começos e fundamentos, falta ao regime que nasceu do 25 de Abril um mínimo de credibilidade moral. A cobardia, a traição, a irresponsabilidade, a confusão, foram as taras que presidiram ao seu parto e, com esses fundamentos, nada é possível edificar. O actual estado de coisas, em Portugal, nasceu podre nas suas raízes. Herdou todos os podres da anterior; mais a vergonha da deserção. E com este começo tudo foi possível depois, como num exército em debandada: vieram as passagens administrativas, sob a capa de democratização do ensino; vieram «saneamentos» oportunistas e iníquos, a substituir o julgamento das responsabilidades; vieram os bandos militares, resultado da traição do comando, no campo das operações; vieram os contrabandistas e os falsificadores de moeda em lugares de confiança política ou administrativa; veio o compadrio quase declarado, nos partidos e no Governo; veio o controlo da Imprensa e da Radiotelevisão pelo Governo e pelos partidos, depois de se ter declarado a abolição da censura; veio a impossibilidade de se distinguir o interesse geral dos interesses dos grupos de pressão, chamados partidos, a impossibilidade de esclarecer um critério que joeirasse os patriotas e os oportunistas, a verdade e a mentira; veio o considerar-se o endividamento como um meio honesto de viver. Os cravos do 25 de Abril, que muitos, candidamente, tomaram por símbolo de uma Primavera, fanaram-se sobre um monte de esterco. Ao contrário das esperanças de alguns, não se começou vida nova, mas rasgou-se um véu que encobria uma realidade insuportável. Para começar, escreveu-se na nossa História uma página ignominiosa de cobardia e irresponsabilidade, página que, se não for resgatada, anula, por si só todo o heroísmo e altura moral que possa ter havido noutros momentos da nossa História e que nos classifica como um bando de rufias indignos do nome de Nação. Está escrita e não pode ser arrancada do livro. É preciso lê-la com lágrimas de raiva e tirar dela as conclusões, por mais que nos custe. Começa por aí o nosso resgate. Portugal está hipotecado por esse débito moral, enquanto não demonstrar que não é aquilo que o 25 de Abril revelou. As nossas dificuldades presentes, que vão agravar-se no futuro próximo, merecemo-las, moralmente. Mas elas são uma prova e uma oportunidade. Se formos capazes do sacrifício necessário para as superar, então poderemos considerar-nos desipotecados e dignos do nome de povo livre e de Nação independente.»

António José Saraiva (*), Os Filhos de Saturno

(*) Opositor ao salazarismo, foi militante do Partido Comunista Português, de que saiu em rutura, depois de uma viagem à URSS

CLARO QUE VAI, TODA A GENTE JÁ PERCEBEU

Austeridade vai continuar, diz PS após reunião com "troika"

O que surpreende é este discurso infantil do Partido Socialista, sempre a fingir-se surpreendido e escandalizado, sempre a tentar suscitar emoções primárias no eleitorado.
E nessa função de histerismo fingido, o Socialista Brilhante é o maior cara-de-parvo que poderiam ter escolhido para a função. Todos nós tivémos no liceu um colega com aqueles ares de afectada enfase no discurso a quem brindávamos com umas caneladas no futebol, não por o gajo ser gordo, mas por ser intragável e embirrante.
Qualquer pessoa de bom senso já percebeu que para conter e, depois, para começar a pagar a dívida publica contraída em especial pelos socialistas, o regabofe orçamental vai mesmo  acabar.
O que é que este gajo fez pelo país ? Com  quantos tostões este gajo contribuiu para a riqueza nacional ?

segunda-feira, Abril 21, 2014

TAMBÉM HÁ COM BOM GOSTO

Henrique Monteiro é um cartoonista fabuloso. É benfiquista e criou esta obra de arte a celebrar o campeonato 33.

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O PROBLEMA NEM É O BENFICA GANHAR ÀS VEZES



O grande problema é a Comunicação  Social estar infestada com cretinos como este tipo que até de cara é parvo.

Benfica: muito mais do que uma Nação, é um "Império"!

METRO VANDALIZADO

Circulação do Metro voltou à normalidade de manhã

por Lusa, publicado por Luís Manuel CabralHoje1 comentário

A circulação nas quatro linhas do Metro de Lisboa está hoje a decorrer normalmente, depois de, no domingo, a linha azul, que liga a Amadora a Santa Apolónia, ter estado interrompida por questões de segurança.
Segundo fonte do Metropolitano de Lisboa, a circulação na linha azul esteve interrompida entre as 22:40 de domingo e as 00:07 de hoje, devido à afluência de pessoas, sendo que as estações mais perto do Marquês de Pombal estiveram fechadas até hoje às 06:30.
A grande afluência de passageiros que se deslocou para o Marquês de Pombal, no centro de Lisboa, para os festejos do título nacional de futebol do Benfica, levou a que o Metropolitano decidisse interromper a circulação já que o serviço não se podia processar com segurança, explicou a mesma fonte.

Segundo acrescentou, a decisão foi tomada na sequência de vários atos de vandalismo em algumas das carruagens do metro, nomeadamente vidros partidos.





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domingo, Abril 20, 2014

VALHA-NOS O ANDEBOL, À MÍNGUA DE OUTRAS ALEGRIAS

EM DIA DE ADIAFA FAZEM-SE AS CONTAS



 ÚLTIMOS 30 CAMPEONATOS
1984-85: FC Porto 

1985-86: FC Porto
1986-87: Benfica 
1987-88: FC Porto 
1988-89: Benfica 
1989-90: FC Porto 
1990-91: Benfica 
1991-92: FC Porto 
1992-93: FC Porto 
1993-94: Benfica 
1994-95: FC Porto 
1995-96: FC Porto 
1996-97: FC Porto 
1997-98: FC Porto 
1998-99: FC Porto 
1999-2000: Sporting 
2000-2001: Boavista 
2001-2002: Sporting 
2002-2003: FC Porto 
2003-2004: FC Porto 
2004-2005: Benfica 
2005-2006: FC Porto 
2006-2007: FC Porto 
2007-2008: FC Porto 
2008-2009: FC Porto 
2009-2010: Benfica
2010-2011: FC Porto
2011-2012: FC Porto
2012-2013: FC Porto
2013-2014: Benfica


Nos últimos 30 Campeonatos, incluindo o actual, o Benfica ganhou 7 vezes, o Sporting 2 vezes, o Boavista 1 vez e o FC Porto 20 vezes.
Nos últimos 12 anos,  incluindo o actual, o Benfica ganhou 3 vezes e o FC  Porto ganhou 9 vezes. 
Mesmo assim,  Benfica vai ficar com uma vantagem de 6 campeonatos, fruto dos campeonatos amealhados  mais intensamente na década  que começou com o roubo  do Eusébio ao Sporting e do Treinador ao FC Porto.   Ainda vai durar mais uma dúzia de anos até se resolver também esse handicap. Temos tempo.
Para já, convém saudar o actual  campeão. Ao contrário do vergonhoso título dos túneis, onde os principais jogadores das equipas adversárias foram ilegalmente impedidos de jogar, o presente campeonato, pese embora os capelas, gomes, proenças e quejandos, premeia a equipa mais regular. Sobretudo porque Paulo Fonseca não foi capaz de disfarçar o abaixamento de qualidade do plantel do Dragão.
Saúda-se, também, o Sporting porque ficou à nossa frente e assumiu por direito próprio um lugar na  Europa do Futebol. No próximo ano vamos ver como se portam a jogar com os meninos crescidos, se bem que antecipe, com gozo, algumas figuras do megalómano. Não é que alguma vez tenha tido prazer com a desgraça do Sporting, mas o estilo disparatado da actual presidência estabeleceu a fasquia.
Mas o dia vai ser do novo Campeão Nacional. Parabéns aos Benfiquistas. 
Agora vamos assistir  nas TV's a tudo o que é cena ridícula em directo. 

HOJE O BENFICA VAI SOMAR MAIS UM CAMPEONATO NACIONAL

#ClubePLCPTPTLSFPFLCLETTICSETITotalÚltimo troféu
1FC Porto27416020022001274Supertaça Cândido de Oliveira de 2013
2Benfica3232444020000069Taça da Liga de 2011–12
3Sporting1841507000100045Supertaça Cândido de Oliveira de 2008
4Boavista1050300000009Primeira Liga de 2000–01

sábado, Abril 19, 2014

O BONDE DA ESCAVADEIRA




COMEMORAÇÃO DA PASSAGEM À FINAL DA TAÇA

PÁSCOA 2014

LUIS CASTRO, MEU ARTOLAS

sexta-feira, Abril 18, 2014

A EXALTAÇÃO PÓSTUMA DE GABRIEL GARCIA MARQUEZ

Respeito o luto da família, mas não consigo levar a sério um tipo que veio "ler" Portugal pelos olhos daquela cambada de  psicopatas comunistas, um dos quais condenado por crimes de terrorismo e de sangue. Nem aceito que seja tão celebrado como jornalista, se nunca se deu ao trabalho de ouvir os outros portugueses, aqueles que não eram comunistas. E que corresponde à esmagadora maioria do Povo Português. Por isso, como jornalista, o tipo era uma nulidade. Recolher a opinião de uma facção política e generalizá-la não é fazer jornalismo. É fazer propaganda. No caso concreto, propaganda ao comunismo.
E a amizade pessoal que o ligava a Fidel Castro ilustra que chegue o discernimento da personagem e a cumplicidade com os crimes do comunismo internacional.
Não será com dinheiro meu que os meus filhos irão ler alguma coisa escrita por mais este destacado membro da folclórica esquerda latino-americana.

KIZOMBA DANCE



Este vídeo não é devido à fama actual do Anselmo Ralph. Tem mais a ver com a dançarina, obviamente.

quinta-feira, Abril 17, 2014

GUITARRADAS À MANEIRA

A ÚLTIMA ESPERANÇA DE TÓZERO

França congela pensões e salários e reduz gastos sociais

Não era o Hollande que vinha salvar a Europa da austeridade neoliberal,  esta, com uma agenda ideológica dirigida ao empobrecimento dos Povos só porque a Direita já nasceu com o mau instinto de fazer mal aos pobres, ao contrário da Esquerda que nasceu com  a sensibilidade toda para  lhes dar felicidade ?


DIÁLOGO IMAGINÁRIO
- Alô, mon ami Holande, qu'est que ce cette merde de toi faire le jeaux de la droit ? Avec cette trahison je reste avec les pantalons dans les mans
- mon chere Tó Zero, allez apanhé aux l'oeil du derniere. Cest l'austerité ou  cest la banque route. N'ai pas le choix.
(Foi utilizado o Dicionário de Soares, o velho)