quarta-feira, fevereiro 05, 2014

EU QUERO QUE O MIRÓ SE F#D@



"Todos gostamos de arte, todos gostaríamos de ter uns quadros de uns pintores famosos na parede, todos gostamos de muitas coisas, incluindo coisas de rico. Só que o que nós hoje somos – para não insultar os países realmente pobres – é classe média baixa.

Evidentemente, Portugal tem muitos tesouros culturais e não pode nem deve desfazer-se deles, porque são parte daquilo que é a identidade nacional, daquilo que faz com que sejamos uma nação e não uma qualquer empresa apenas preocupada com o seu equilíbrio de tesouraria. Mas não é o caso de uma colecção de que o país nunca beneficiou, da autoria de um pintor catalão sem qualquer relação com Portugal, cuja venda serve especificamente, integrada num conjunto de outras acções, para atenuar os danos provocados por um crime a uma população que nunca foi nele tida nem achada.

O "caso Miró" não é, enfim, uma questão de economia nem de cultura. É uma questão de ética
."

Alexandre Borges no 31 da Armada diz com total acerto aquilo que eu penso sobre a questão dos Mirós.
 E mais vale citá-lo, pois eu já estou naquela fase  em que só me apetece mandar o Miró, a Madame Canavilhas e a Madame Medeiros prás caldas.


O quadro da fotografia é um Bel' Miro.<br />

1 Comments:

Anonymous NC said...

É a velha questão da vida de rico com o dinheiro dos outros, de que a camarilha xuxa tanto gosta... De resto, como têm evidenciado à farta nas declarações dos chefes, isso dos calotes públicos que a seita fez são minudências e não são para pagar... Uma das senhoras, aliás, não era a tal que vive em Paris e era deputada em Lisboa, com as frequentes viagens em Executiva à nossa custa?...

11:51  

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