quarta-feira, abril 02, 2014

ABRIU A ÉPOCA DA PARVOÍCE DA GROSSA



Seguro compromete-se a criar condições para numa legislatura acabar com sem-abrigo
Tó Zero começa a largar posta de pescada eleitoral sobre o que não conhece, visando apenas a excitação moral e psicológica de quem ainda tem paciencia para o ouvir.
É que o problema dos Sem-Abrigo não pode ser resolvido  em 4 anos, ainda menos com os métodos socialistas do costume.
Há pessoas excepcionalmente em situação de Sem-abrigo devido a crise aguda económica ou laboral. Mas esses rapidamente - num espaço de semanas - encontram habitação apoiada, seja nos Albergues distribuídos por Lisboa, seja nas Pensões subsidiadas pela Santa Casa da Misericórdia. Deixam de dormir na rua.
Tó Zero não sabe, nem imagina, é que o grosso das pessoas que dorme ao relento na cidade de Lisboa só o faz porque não se quer sujeitar às regras que teria de cumprir nos Albergues.
Resolver o problema  só das dormidas é fácil. Basta autorizar a utilização de um Albergue no estado de embriagado,  de drogado, sem tomar banho, acompanhado do parceiro/a sexual, a entrar e a sair à hora que apetece,  sem hora de recolher, de silêncio ou de luz apagada, etc. Com esta falta de regras enche-se um pavilhão em meia-hora.
O problema dos Sem-abrigo está muito para lá da questão da dormida  nos papelões que incomoda tanto o Tó Zero. É um problema, em  última análise, de liberdade e de recusa de sujeição às regras da caridade religiosa - de vários credos - ou das regras do assistencialismo  social.
Ainda por cima, a rede de cuidados oficiais e voluntários que são prestados aos Sem-abrigo - distribuição de refeições, banhos em balneários, distribuição de roupa e calçado, cuidados médicos ao "domicílio" - atinge um nível tão eficaz que  acaba por  tornar tolerável e normal uma forma de vida que deveria ser marginal e excentrica. Repare-se que um cidadão normal para ir ao médico tem que se inscrever, aguardar pela consulta e deslocar-se ao Centro de Saúde. Ao Sem-abrigo, o Médico e o Enfermeiro Voluntários  da Comunidade Vida e Paz aparecem-lhe  na carrinha da ronda  fazendo serviço domiciliário no seu condomínio de cartão.
Tó Zero não entende que a maior parte dos Sem-abrigo de Lisboa prefere dormir na rua, porque só assim realiza a sua opção de liberdade, conforme a define em egoista perspectiva, e de não sujeição a regras de terceiros. E estas pessoas só deixarão de ser Sem-abrigo pela força policial e pela prisão.
Pegar neste tema em campanha eleitoral é mais uma página da demagogia socialista. Nem em 40, quanto mais em 4 anos.
A principal causa do fenómeno  é a falta da família. Aquela família, exactamente,  que a maçonaria  socialistas tão bem tem ajudado a fragilizar e a desagregar. Os Sem-abrigo  crónicos não são um fenómeno causado pela Troika que deva ser incluído no argumentário político-eleitoral.

Vou  manter esta promessa socialista debaixo de olho.

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