quinta-feira, março 05, 2009

SONETO DE AMOR

Não me peças palavras, nem baladas,
Nem expressões, nem alma...Abre-me o seio,
Deixa cair as pálpebras pesadas,
E entre os seios me apertes sem receio.

Na tua boca sob a minha, ao meio,
Nossas línguas se busquem, desvairadas...
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas ágeis e delgadas.

E em duas bocas uma língua..., - unidos,
Nós trocaremos beijos e gemidos,
Sentindo o nosso sangue misturar-se.

Depois... - abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus; não digas nada...
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!

José Régio

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Bonito soneto.
Mas"Deixa a Vida exprimir-se sem disfarces!"

Penso que isso nunca foi assim e agora não pode mesmo ser assim...
Os poetas são todos tolos!
A vida sem disfarces,que violência!
Quero usar a minha máscara!!!!
ups!

21:17  

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